[RESENHA] Efeito Dominó (Parte I) - Alana Gabriela

Hey, pessoas!

A resenha de hoje é de um thriller nacional que é capaz de nos fazer grudar os olhos nas páginas! Conheçam Efeito Dominó, da autora e parceira do blog Alana Gabriela!

Efeito Dominó - Parte I

TÍTULO: Efeito Dominó (Parte I) - As Primeiras Peças do Jogo
AUTOR: Alana Gabriela
EDITORA: Amazon
NÚMERO DE PÁGINAS: 281 páginas
SINOPSE: Helena foi morta num passeio à Saquarema. Seis meses após o assassinato e ainda não existem provas suficientes para lastrear o caso. Cora está desestabilizada com a perda da mãe e a impotência que tem sentido em decorrência disso. Ela está passando por todas as etapas do luto, afastando-se de suas amigas e até do seu pai, Afonso. Sua vida caótica e com uma bandeira hasteada de luto vira do avesso quando presencia uma tentativa de homicídio que põe a vida de Lucas, seu amigo, em perigo. No processo Cora é feita refém por um criminoso enigmático que está disposto a tudo para trazer à luz todos os segredos que rodeiam a morte de Helena. Ela só precisa decidir entrar no jogo. Entre mentiras, assassinatos e segredos funestos, o obscuro é o lado mais seguro para Cora se aliar. Mas ela precisa decidir qual segredo é digno do silêncio e se estará pronta para desencadear o efeito dominó! 

    

Cora é uma garota amargurada e cheia de ressentimento pela morte trágica de sua mãe, cujas pistas até o presente momento foram insuficientes para qualquer inquérito policial ter prosseguimento. Tudo que a menina sabe é que Helena foi vítima de uma bala perdida, e desde então ela está em processo de luto, privando-se da convivência de seus amigos e até mesmo de seu pai. Depois de um suposto assalto que pôs em risco a vida de Lucas, seu melhor amigo e confidente, e no qual Cora acabou vítima de um sequestro, vários elementos novos e descobertas macabras vêm à tona, colocando à prova todas as certezas que a menina acreditava possuir.

Quando Alana me fez o convite para a parceria com o blog e mostrou-me a sinopse do seu primeiro livro eu tive a certeza de que aquela menina tinha talento e que esse enredo daria uma bela história. E eu não poderia estar mais certa!

Efeito Dominó nos apresenta a um mundo de intrigas, segredos e mistérios indecifráveis, que de um jeito ou outro influenciam na vida de todos os personagens. Esse aspecto realista e tão palpável do enredo me fez envolver-me ainda mais com o livro, encontrando nele semelhanças irrevogáveis com situações do nosso próprio cotidiano. Aliás, essa foi uma das sacadas mais geniais da autora no meu ponto de vista: construir uma história complexa baseada em elementos possíveis de existirem realmente.

O cenário montado é bastante intrincado e completo, toda a ambientação detalhada, não só na descrição do espaço físico, mas também dos próprios acontecimentos que envolvem a trama, tudo isso contribui para prender o leitor do início ao fim do livro, característica fundamental dentro do gênero no qual a autora pretende encaixar-se. O modo como Alana nos brinda com uma linguagem ao mesmo tempo formal, rebuscada e bastante compreensível aproxima muito a autora de gênios dentro desse gênero, como Aghata Christie, por exemplo.

Cora é uma protagonista daquelas que dá uma certa apreensão acompanhar, mas juntamente a essa sensação vem a ânsia e a torcida para que ela se saia bem em sua jornada. A personalidade da protagonista é muito bem definida desde o início, e a perda da mãe influencia de maneira significativa nessa construção, o que só torna Cora ainda mais real e humana. Por trás de todo aquele comportamento rebelde e temperamento explosivo, existe uma garota que só quer encontrar a si mesma, ao seu próprio lugar no mundo turbulento que virou sua vida depois da morte de Helena. A garota, podemos dizer, tem duas faces bastante distintas: uma é esta que ela tenta mostrar a todos, e outra é aquela determinada e corajosa que só conhece aqueles que realmente convivem com ela. É esse outro lado que acompanhamos durante a investigação incitada pelo suposto sequestrador de Cora, e é por conta desse amadurecimento que me vi torcendo tanto por ela.

Afonso é um enigma muito bem montado durante praticamente o livro todo. O homem é misterioso, enigmático, e muito inteligente, ao mesmo tempo que se mostra um pai preocupado e protetor. É difícil acompanhar todas essas mudanças bruscas de personalidade, mas acredito que isso faça parte de quem ele é. Ele foi um personagem que me despertou sensações bastante contraditórias no decorrer da narrativa: algumas de suas atitudes eram egoístas e precipitadas, e eu o odiava por pensar mais em si mesmo do que nas consequências de seus atos, mas em outros momentos ele se mostrava o pai exemplar que deveria ser, e então meu coração se confrangia novamente por ele ser coagido a fazer tanta coisa ruim em prol de ideais que ele nem mesmo defendia mais.

Benjamin é um dos meus amores literários mais fortes, desde o início do livro. Vou confessar aqui e agora que sempre tive uma queda por bad boys, mas Benjamin não se configura exatamente como um vilão pra mim. Na verdade, eu acho que ele se encaixaria mais na figura do justiceiro. Ele defende a verdade acima de tudo, apesar de utilizar alguns meios um tanto quanto polêmicos para isso. Mesmo assim eu ainda acredito mais na essência dele do que na de Afonso. Ben sabe o que quer, sabe como chegar lá, e não tem medo de estar do lado errado ou perigoso do jogo, ele simplesmente quer jogar com as cartas limpas, quer os fatos verídicos na mesa, e eu respeito isso. Além de ser um charme todo aqueles trejeitos de bandido falso que ele possui.

Como boa fã de thrillers, algo que eu considero muito é a formulação que o autor faz com os elementos dos quais dispõe. E, particularmente, Alana soube jogar muito bem com o que tinha. Ela construiu uma trama complexa, cheia de ligações, cujos personagens nunca eram o que pareciam ser. O que mais me chamou a atenção foi a forma como os coadjuvantes interferiam diretamente não só no enredo em si, mas também nas atitudes dos protagonistas, o que acabava resultando em verdadeiros novos rumos dentro da história. Nada dentro da narrativa pode passar despercebido, tudo têm a sua devida importância, e a autora soube como nos prender intercalando descobertas hilariantes e ação na medida certa.

O que eu posso dizer da diagramação é que ela é bastante simples, dando total destaque ao conteúdo do livro, o que eu acho sempre um fator extremamente válido, visto que valoriza o trabalho do autor, que é o que realmente importa. Os únicos elementos que ilustravam algumas trocas de cenas eram peças de dominó em miniatura, algo que eu achei que combinou perfeitamente com a trama encontrada dentro do livro. A capa, apesar de não muito detalhada, é bastante coerente, e ao final é isso que importa.

Ao final da resenha posso dizer que estou completamente satisfeita com a leitura. Tinha altas expectativas para esse livro, e ele conseguiu me surpreender ainda mais do que eu esperava. Foi uma brilhante estreia da autora, e uma obra fascinante, que me deu ainda mais vontade de ler os próximos volumes pra ontem. A história desenvolvida por Alana não só entretêm como também instiga a buscarmos a nossa própria verdade, dentro do nosso próprio mundo turbulento e caótico.

Até a próxima postagem! Beijos!

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Amei! Estou me preparando para lê-lo, sei que vou gostar, principalmente, por parecer com os da Aghata (minha favorita). Só uma pergunta: Tem algum romance no decorrer da história?

    https://perdidasemhistorias.blogspot.com.br/

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