[POST ESPECIAL] Que gênero literário é a sua cara?

Hey, pessoas!

Como vocês devem perceber em suas andanças pela blogosfera, Internet ou através das próprias leituras, os gêneros literários estão se proliferando cada dia mais, desdobrando-se em vários dos mais diversos estilos, para todos os gostos. Com todas essas classificações, muitos (inclusive eu) acabam perdendo-se na hora de identificar a que gênero pertence determinado livro, e por isso, depois que eu vi o post lá no blog Amo Muito Livros e Filmes, decidi que seria interessante trazer um esclarecimento sobre essas divisões para vocês.

Na verdade, existem apenas três gêneros literários reconhecidos realmente: o épico, o lírico e o dramático. Assim, todos os gêneros que conhecemos hoje são subdivisões (ou subclassificações) desse três grupos maiores. Cada subgênero possui características específicas, que os identificam e diferenciam dos outros. Vamos conhecer um pouco dos mais populares? Junto com a descrição de cada livro estão algumas obras que se encaixam nesse subgêneros, para que a classificação fique realmente clara.

1. Romance

Diferente do que muita gente pensa, uma minoria dos romances pode não ser sobre um casal apaixonado e seu final feliz. Na realidade, romance é um gênero textual constituído de um tipo de história longa e complexa, com várias personagens. Ele permite que o leitor se aprofunde na trama e conheça bem cada um dos protagonistas dela. Dentro de um romance podem existir histórias secundárias que ajudam a compor o caráter e a personalidade das personagens ou ajudam no entendimento do que se passa na história. Geralmente os protagonistas são descritos de forma tão minuciosa que no fim do romance nos sentimos íntimos deles. A história dessas personagens principais é recheada com outras histórias que dão conteúdo a obra. A diferença entre romance e novela não é clara, mas costuma-se definir que no romance há um paralelo de várias ações, enquanto na novela há uma concatenação de ações individualizadas.



2. Romance Policial

O Romance Policial é uma categoria literária estruturada em torno da ocorrência de um assassinato, das indagações, pesquisas, inquirições de testemunhas e, finalmente, da descoberta do criminoso. Todo o enfoque do autor recai sobre o mecanismo de desvendamento dos segredos envolvidos no crime, levado a cabo normalmente por um detetive profissionalizado ou de natureza amadora. A ficção policial é povoada por ingredientes como o temor, o inexplicável, a pesquisa dos dados que cercam o crime, a inquietação intelectual diante dos fatos, a perplexidade, a sede de descobrir o criminoso e os motivos que o impulsionam a cometer o ato ilícito, todos convenientemente combinados nas devidas proporções, conforme o estilo de cada escritor e seu contexto. O modelo tradicional se apóia na total verossimilhança, o que leva investigadores como Sherlock Holmes a buscarem a contribuição da própria Ciência em sua obsessiva procura da verdade. A essência da narrativa policial é a busca pela identidade desconhecida, pela totalidade dos índices.


3. Drama

Qualquer narrativa no âmbito literário em que haja conflito ou atrito. É todo texto ficcional de caráter "sério", não cômico, que apresenta um desenvolvimento de fatos e circunstâncias compatíveis com os da vida real. Na vida cotidiana um conjunto de acontecimentos complicados, difíceis ou tumultuosos pode ser um drama, assim como um acontecimento que causa dano, sofrimento, dor.


4. Comédia

De forma geral, "comédia" é o que é engraçado, que faz rir. É um gênero que diverte o espectador a partir de personagens engraçados e dos conflitos que existem entre eles. Uma característica reconhecida da comédia é que ela é uma diversão intensamente pessoal. Para rir de um fato é necessário reconhecer (rever, tornar a conhecer) o fato como parte de um valor humano - os homens comuns - a tal ponto que ele deixa de ser mitológico, ameaçador e passa a ser banal, corriqueiro, usual e pode-se portanto rir dele. As pessoas com frequência não conseguem achar as mesmas coisas engraçadas, mas quando o fazem isso pode ajudar a criar laços poderosos.


5. Terror

O gênero ficcional de terror ou horror existe em qualquer meios de comunicação em que se pretenda provocar a sensação de medo. O gênero esta ligado à ficção fantástica e a ficção cientifica.Em suas diversas manifestações, é natural a existência de uma assustadora atmosfera de estranheza. O terror pode ser tanto sobrenatural, como não-sobrenatural. Comumente a central ameaça por trás de uma obra de ficção de terror pode ser interpretada como uma metáfora para os grandes medos da sociedade.


6. Poesia

Poesia é um gênero literário caracterizado pela composição em versos estruturados de forma harmoniosa. É uma manifestação de beleza e estética retratada pelo poeta em forma de palavras. No sentido figurado, poesia é tudo aquilo que comove, que sensibiliza e desperta sentimentos. É qualquer forma de arte que inspira e encanta, que é sublime e bela. Ao longo dos séculos, a poesia tem sido usada como forma de expressar os mais variados sentimentos, como o amor, amizade, tristeza, saudade.


7. Fantasia

Na literatura fantástica, o universo criado ou os personagens diferem da realidade. Na maioria dos trabalhos, a fuga da realidade é, geralmente, explicada por intervenções de divindades, magia, forças ocultas ou sobrenaturais. Outra característica marcante do gênero fantasia é que o elemento fantástico não necessita de uma explicação científica ou tecnológica, podendo ser justificado por magia ou qualquer outro fenômeno fora da normalidade. Geralmente abordam seres sobrenaturais como vampiros, lobisomens, anjos.


8. Ficção Científica

A Ficção Científica  costuma ser definida como um gênero literário que engloba histórias fictícias, mas que se propõem a fantasiar sobre algo possível, mesmo que não o seja no presente. Entretanto, a ficção científica pode estar presente em histórias que pertencem a outro gênero como romance, terror, ação. Este tipo de ficção lida principalmente com o impacto da ciência - real ou imaginária - sobre a sociedade ou indivíduos. A grande diferença é que ela tenta convencer seu público de que as idéias que apresenta podem não ser possíveis no contexto atual, mas poderiam ser, valendo-se de uma explicação científica ou pelo menos racional. É diferente da Ficção Fantástica onde a preocupação de afirmar a viabilidade real de seus acontecimentos não ocorre, ou ocorre de forma não racional.


8. Distopia

A distopia, contrário da utopia, se caracteriza por um universo imaginário e/ou futurístico que o controle opressivo sobre a sociedade e a ilusão de sua perfeição são mantidos através de um controle corporativo, burocrático, tecnológico, moral ou totalitário. Distopias, apesar de serem um cenário pessimista exagerado, criticam uma tendência atual, norma social ou sistema político. A maioria dos trabalhos de ficção distópica passa-se no futuro, mas isso não é regra. Algumas histórias podem se passar em universos alternativos, mudando fatos que ocorreram no passado. Lembrando ainda que as distopias são, ainda, subdivididas em Totalitárias (refere-se a uma sociedade que é totalmente controlada pelo seu governo, através de ideologias), Cyberpunk (versão exagerada de nossa própria sociedade, seu conceito é a cibernética), Off-World (colonização de planetas, industrialização pesada, guerras inter-estrelares entre civilizações distantes são características deste gênero, que tem possibilidades quase ilimitadas), Apocalíptica (a humanidade, ou às vezes uma única nação ou um grupo étnico, estão enfrentando um Armageddon), Pós-Apocalíptica (A causa é a guerra nuclear, o colapso ambiental ou epidemias mortais, o efeito é geralmente a anarquia e a sobrevivência do mais apto, e uma regressão ao feudalismo também), Alienígena (a Terra foi ocupada ou infiltrada por outra espécie de algum sistema solar distante), Pseudo-Utopia (os inimigos são tratados sem piedade, quase sadicamente; tecnicamente, a maioria das utopias pertence a essa categoria) e Viagem ao Tempo (como o nome sugere, distopias de viagem no tempo costumam se concentrar mais em como certos eventos podem mudar a história, o objetivo é brincar com o nosso medo do futuro e enfatizar que nós podemos criar o nosso próprio amanhã).


9. Infanto Juvenil

Segmento da literatura dedicado exclusivamente aos adolescentes e às crianças, a literatura infanto-juvenil apresenta obras de cunho fictício juvenil e infantil, folclórico e cultural, poema, novelas, biografias e obras didáticas que, muitas vezes, explicam de forma simplificada assuntos cotidianos como a matemática, ciências, entre outros temas. O conteúdo de uma obra infanto juvenil precisa ser de fácil entendimento pela criança que a lê, seja por si mesma, ou com a ajuda de uma pessoa mais velha. Além disso, precisa ser interessante e, acima de tudo, estimular a criança.


10. Young Adult (ou YA)

Também conhecido como Ya-Lit, o gênero com características intrínsecas apresentam seus personagens principais com mesma faixa etária de seus leitores e abordam temas como depressão, relacionamento familiar, bullying, status social, relacionamentos amorosos, abuso de drogas, ambiente acadêmico, situações no ambiente de trabalho, entre outros. A narrativa sempre com senso de humor, ( irônica ou engraçado), utilização de gírias, citação de personalidades conhecidas ( como cantores, atores, escritores que realmente conhecemos fora dos livros), ambientado em lugares de fácil reconhecimento do leitor. O YA pode fazer-se presente em livros de outros gêneros, que contenham essas características específicas.


11. New Adult (ou NA)

Novo adulto (New Adult - NA) é um gênero de ficção em desenvolvimento com protagonistas entre 18 e 25 anos.A literatura novo adulto fala sobre vários temas que encontram-se entre as categorias jovem adulto e adulto. Assuntos como identidade, sexualidade, depressão, suicídio, vício em drogas ou em álcool, problemas familiares, bullying são abordados profundamente. Outros como o primeiro emprego, o ingresso na faculdade, noivado e casamento, pós-universidade, alistamento militar, início de uma nova família, independência financeira, morar longe de casa pela primeira vez, perda da inocência, medo do futuro, e muitos outros, também podem ser encontrados. Como todas as categorias de ficção, o NA pode ser combinado com outros gêneros e subgêneros como ficção científica, ficção urbana, horror, paranormal, distopia. O NA pode ser bem descrito como uma categoria depois do YA.


12. Erótico

A literatura erótica é o gênero literário que utiliza o erotismo em forma escrita, para despertar ou instruir o leitor sobre as práticas sexuais, pode também ser chamada de literatura pornográfica, se as cenas sexuais são realmente muito explicitas. Em sua maior parte utiliza-se do gênero literário romance de forma mais madura e picante, embora alguns dos grandes clássico eróticos estejam em forma de conto ou poesia.


13. Chick-Lit

Chick-Lit é a literatura  voltada para o sexo feminino, vulgarmente chamada de "Literatura de Mulherzinha". Chick-Lits são romances leves, divertidos e charmosos, que são o retrato da mulher moderna, independente, culta e audaciosa.  É um gênero que  faz parte da literatura voltada para o entretenimento, cujo objetivo principal é  divertir. O charme da chik-lit começa no design da própria capa, a qual atrai irresistivelmente a atenção do leitor que busca um livro nas prateleiras; ela é normalmente impactante, em tons avermelhados intensos ou rosados cintilantes, o que já revela a intenção de quem o escreveu, direcioná-lo ao gênero feminino. O que, porém, não exclui os garotos de sua leitura. Normalmente as protagonistas da Chic-Lit estão situadas na faixa etária que vai dos 15 aos 30 e poucos anos. São representadas nos livros suas dúvidas, inquietações, dilemas afetivos, profissionais e familiares, e até mesmo suas mínimas obsessões, como, por exemplo, o vício de comprar sapatos, enfim, elementos muito presentes no mundo contemporâneo, ao lado de uma face mais sombria, também abordada neste gênero, as discriminações, os distúrbios emocionais, como os problemas depressivos, as dependências químicas e de toda natureza, a dor da perda vivenciada no luto, entre outras temáticas comuns no universo pós-moderno.


14. Sick-lit

O termo deriva de duas palavras em inglês. Sick , que significa doente ou doença e Lit, que se refere a literatura; o que o torna bem auto-explicativo. Isso quer dizer, uma literatura que fala sobre doenças ou pessoas acometidas por ela. Pacientes com severas doenças, seja de origem física ou mental que não iludem seus leitores sobre contos de fada, finais felizes ou misticismo. Aqui os personagens refletem sobre a vida e, sobretudo, o conceito da morte. O drama é sem dúvida uma constante nesses livros, até porque tem o poder de nos fazer pensar sobre muitos conceitos e questões do cotidiano; em contrapartida podem ser impactantes e cruéis.


Antes de terminar o post, galera, eu preciso dizer que tirei todas essas informações da blogosfera, dos blogs De Frente com os Livros, Um Viciado em Livros, Lost in Chick Lit, Livros nas Mãos, Café com Blábláblá, Boteco de Blogueiros, Tudo que Você Precisa Saber, De Tudo um Pouquinho, Razão e Resenhas e O Mundo Literário. Ufa! Enfim, dados os devidos créditos. E então, depois de toda essa explicação, já conseguiram definir qual o gênero literário preferido de vocês? Não esqueçam de me contar nos comentários! Até a próxima postagem!

Beijos 

[BLACK FRIDAY] Promoções Especiais no Submarino

Hey, pessoas!

Todos com suas listinhas prontas para o Black Friday que vem aí? Pois, para animar a sua quinta-feira, o Submarino resolveu adiantar algumas promoções, e os preços estão imperdíveis. Separei algumas ofertas para vocês se divertirem:

O Doador de Memórias por R$ 13,35 - LINK
Se Eu Ficar + Para Onde Ela Foi por R$ 19,90 - LINK
Edição Econômica Box A Saga do Tigre por R$ 39,90 - LINK
Saga Encantadas por 28,40 - LINK
Box Os Instrumentos Mortais (4 Volumes) - Edição Econômica por R$ 47,90 - LINK
Coleção O Guia do Mochileiro das Galáxias - Edição Econômica (5 Volumes) por R$ 9,90 - LINK
Laranja Mecânica por R$ 9,90 - LINK (OMG, surtando!)
Extraordinário por R$ 9,90 - LINK
Box Saga Crepúsculo (5 Livros) Capa Branca por R$ 28,40 - LINK
Box Saga De repente - Edição Econômica por R$ 26,90 - LINK
O Amor Não Tem Leis (2 volumes) por R$ 28,40 - LINK
Coleção Os Bridgertons (3 livros) por R$ 28,40 - LINK

Se eu fosse você corria para aproveitar, porque o estoque é limitado, e os livros vão acabar muito rápido com essa promoção incrível! 

[RESENHA] Aprisionada - Lauren Destefano

Hey, pessoas!

Hoje é dia de resenha! Antes, quero mais uma vez me desculpar, e dizer que vocês podem ficar putos da vida com a minha internet, porque a culpa foi toda dela. Agora sim, vamos ao que interessa! O livro de hoje é uma distopia fantástica, criada por Lauren Destefano. Venham comigo conhecer um pouco mais sobre o universo de Aprisionada.

  
TÍTULO: Aprisionada
AUTORA: Lauren Destefano
EDITORA: Underworld
NÚMERO DE PÁGINAS: 287 páginas
SINOPSE: Graças à ciência moderna, os seres humanos se tornaram bombas-relógio genéticas. Os homens vivem apenas até os 25 anos e as mulheres até os 20 anos. Neste cenário desolador, as meninas são raptadas e forçadas a casamentos poligâmicos para manter a população longe da extinção. Quando Rhine Ellery de dezesseis anos é raptada pelos Coletores para se tornar uma noiva, ela entra em um mundo de riqueza e privilégio. Apesar do verdadeiro amor de seu novo marido Linden, e uma tênue confiança entre as irmãs de seu esposo, Rhine tem um propósito: fugir para encontrar seu irmão gêmeo e ir para casa. Mas Rhine tem mais coisas a enfrentar que a perda de sua liberdade.


No futuro, uma peste mata todas as mulheres aos vinte anos, e os homens aos 25. Muitos cientistas trabalham duro para encontrar um antídoto, mas até agora nenhum obteve resultado. Enquanto isso, as crianças amontoam-se em orfanatos precários, que não tem condições de sustentar toda a leva de órfãos. Rhine é um desses órfãos, mas não vive em um orfanato. Vive com seu irmão gêmeo Rowan, na casa onde eles moravam com seus pais, antes de os dois morrerem. Juntos eles enfrentam o dia-a-dia difícil, e tentam sobreviver a qualquer custo. São a força um do outro. Lá fora é um lugar perigoso. Além dos órfãos ladrões, existem ainda os Coletores, temidos por todas as adolescentes. Eles são os encarregados de capturarem futuras noivas para jovens ricos e bem-nascidos, chamados Governadores, que vivem trancados em suas mansões, alheios ao caos do lado exterior das paredes. 

Tudo que Rhine e Rowan queriam era viver tranquilos em sua modesta casinha, inseparáveis. Mas as coisas mudam de uma vez por todas quando Rhine é raptada por uma van pertencente aos coletores, e escolhida para virar uma esposa, contra a sua vontade. Agora, durante os quatro anos que restam de vida, ela terá que viver presa em uma casa, subordinada a um homem que ela nunca conheceu, fazendo o impossível para cumprir os caprichos de seu Governador, servindo de enfeite na mansão já luxuosa na qual passará a morar. Qualquer outra garota aceitaria o cruel destino que lhe é imposto, mas não Rhine. Impetuosa e rebelde, a mocinha não vai ceder tão fácil assim. Ela vai sobreviver. Ela precisa fugir.


Lauren nos apresenta ao mundo de Rhine de uma forma quase avassaladora. De uma hora para outra, somos retirados da nossa própria realidade e passamos a conviver com as personagens nesse mundo onde tudo que conhecemos foi destruído. Agora, a humanidade vive esperando pela sua morte, e sabe exatamente quando ela chegará. Rowan e Rhine são destemidos e sabem muito bem como se proteger dos perigos que os cercam. São inseparáveis, e juntos formam uma dupla difícil de ser vencida. Mas as coisas nem sempre saem como se espera: num belo dia, Rhine tem o mesmo destino reservado a todas as outras garotas, mesmo contra a vontade delas. Ela é capturada e colocada numa van, para depois ser exposta como produto a um homem que, se for escolhida, ela terá que chamar de marido. Ninguém sabe o que acontece as garotas que não são consideradas boas o bastante para se tornarem esposas, mas Rhine está prestes a descobrir.

Todos vocês sabem (ou ainda não) que eu sou completamente fissurada por distopias. Maluca mesmo. Leio qualquer uma que aparecer na minha frente. Essa em particular é uma trilogia, e logo de cara já me chamou atenção, pela capa que, vocês precisam concordar, é magnífica. Felizmente, a história não me decepcionou. Conforme as páginas iam avançando eu me via cada vez mais envolvida com esse mundo do futuro, cheio de catástrofes e perigos iminentes, onde a morte era o mais verdadeiro que se podia esperar. Lauren criou uma trama de tirar o fôlego, cheia de ação, mas nem por isso sem emoção.




As personagens são encantadoras, e muito bem trabalhadas. Rhine é uma garota forte e corajosa, e ao mesmo tempo frágil, que não sucumbe fácil às dificuldades que aparecem em seu caminho. Lutadora, ela sabe que sempre existe uma saída, e é incansável na procura por ela. Gabriel foi uma personagem que caiu de paraquedas na história, e a qual eu acabei me afeiçoando demais. Em vários momentos me vi torcendo pela felicidade do casal, admirando o garoto e sua forma de tratar os outros e o próprio destino. Linden é o denominado personagem “não fede, não cheira”. Completamente dominado pelo pai, senhor Vaughn, ele não tem personalidade e simplesmente acata as decisões que lhe são impostas, como se não existisse nada que pudesse ser feito para muda-las. Isso me irritou demais nele. As duas outras esposas-irmãs de Rhine, Jenna e Cecily são responsáveis pelas passagens mais divertidas do livro. Tem personalidade bastante diferente, Cecily é uma criança e gosta de chamar atenção, enquanto Jenna é quieta e muito inteligente, mas nem por isso deixam de ser parecidas: ambas querem aproveitar ao máximo o tempo que resta a elas, mesmo não admitindo isso. Junto de Rhine, são quase como irmãs, e se tornam imbatíveis. O senhor Vaughn é um homem completamente terrível, que vive em busca do antídoto para a doença que matará seu filho em pouco tempo. E ele definitivamente não se importa com o que terá que fazer para conseguir a cura. Por esse fim, ele comete atrocidades sem tamanho, que arrepiam cada cabelo da nossa cabeça. Rowan, confesso, foi o único personagem que eu senti precisar de mais atenção por parte da autora. Talvez por ele não ter aparecido muito no livro, a não ser em lembranças de Rhine, sua personalidade ficou um pouco vaga, e isso me fez não compreendê-lo direito. Posso dizer que ele é cético com relação ao antídoto desde que perdeu seus pais, mas é protetor e terno com sua irmã, embora um tanto rude.



O cenário da história é basicamente a casa do Governador Linden, é lá que os protagonistas passam a maior parte do tempo, aprisionados a uma vida que eles nem ao menos queriam. La dentro, tudo é feito para parecer maravilhoso, nos mínimos detalhes: são hologramas representando árvores, flores, peixes na piscina enorme, paisagens ao tocar músicas no piano. Tudo muito bem desenhado e cuidado, mas nada real. O mundo fictício te prende, e não se importa com o quanto se quer sair dali. Embora alguns episódios da narrativa aconteçam na cidade, com as festas em que Rhine vai depois de se tornar a primeira-esposa (a preferida, digamos assim), elas são raras e breves, e logo voltamos a mansão. Isso me deu a sensação de estar também presa ali dentro, o que eu achei um facilitador muito grande para a nossa entrada, ou melhor, mergulho de cabeça no meu caso, na história. Todas as emoções das personagens são vívidas e palpáveis, e isso faz com que nos afeiçoemos muito mais a eles. A compaixão pela situação deplorável em que estão é quase inevitável.

A escrita da autora é algo de maravilhoso e indescritível. Ela se apegou a cada detalhe desse mundo criado em sua imaginação, e todas as partes dele são minuciosamente descritas e fazem um sentido absurdo dentro da trama. Não existem pontas soltas dentro da narrativa, e cada personagem ou acontecimento tem sua função, mesmo que tardia. Eu, particularmente, aprecio quando o autor não coloca passagens dentro do texto apenas para enrolar o leitor, para mim, elas precisam ter alguma serventia na história, e é exatamente isso que Lauren conseguiu: fazer eu encaixar todas as peças usadas por ela. A cada linha eu me via envolvida na rede de mentiras que transpassa a história e aprisionada ao mundo que nos é apresentado. Isso foi um fator definitivo para que eu me ligasse ao livro, e conseguisse compreender realmente as palavras utilizadas pela autora em cada ocasião.



A diagramação da editora Underwolrd está impecável, a não ser por alguns erros de digitação que encontrei, mas nada que tenha realmente atrapalhado a leitura. A capa é muito bem trabalhada, em seus mais minúsculos detalhes, aveludada e lisa nas partes principais, como o rosto da modelo e o pássaro na gaiola, o que eu achei muito interessante, porque realmente se conectou a história interior do livro. As aberturas de capítulos são personalizadas com a mesma imagem da modelo da capa, sobrepostas pelo número do capítulo, detalhe que eu achei lindo. A editora com certeza está de parabéns!

Me despeço de vocês com a minha explícita recomendação do livro. Com certeza é leitura obrigatória para aqueles que, como eu, não dispensam uma boa distopia. Garanto que vocês serão enredados e presos na trama assim como eu fui. E, diferente de Rhine, não irão querer fugir desta prisão. Até a próxima postagem! 

Beijos 

[NOTÍCIAS] Livros que virarão filmes

Hey, pessoas!

Todos vocês sabem que, ultimamente, as indústrias de filmes estão investindo cada vez mais em histórias de livros (para a nossa sorte). E o ano de 2014 está sendo realmente privilegiado com relação a adaptações cinematográficas. Para vocês ficarem por dentro de todos os lançamentos que estão rolando nas telinhas do cinema, trouxe um post especial, com aquelas histórias amadas por nós e que acabaram chegando às telas. Lembrando que o post original eu vi no blog Leitora Assídua, então não vamos esqueceu os créditos, certo? Agora, sem mais enrolação, vamos às novidades!

1. Lugares Escuros - Gillian Flynn


A história, escrita pela mesma autora de "Garota Exemplar" (que, por sinal, também foi adaptado para o cinema, e já estreou nas telinhas), Lugares Escuros conta a história de Libby Day, que perdeu a mãe e as irmãs assassinadas quando ainda tinha 7 anos. Seu testemunho acabou levando seu irmão à prisão perpétua, mas 25 anos depois, com ajuda de um grupo de entusiastas que investiga crimes, ela é forçada a repensar o crime. A data de estreia do filme nos EUA estava prevista para 1 de setembro, mas aqui no Brasil ainda não foi divulgada (infelizmente). O elenco conta com Charlize Theron, Nicholas Hoult e Chloë Grace Moritz (Se Eu Ficar). O filme ainda não tem trailer.

2. Antes de Dormir - S. J. Watson


Baseado no romance de estreia da autora, o longa vai nos fazer adentrar a vida de Christine, uma mulher casada, que acorda todas as manhãs com suas lembranças completamente apagadas: as memórias desparecem enquanto ela dorme. Seu marido, Ben, tenta fazê-la lembrar de sua vida juntos, recontando os momentos para ela. A partir do instante em que, encorajada pelo médico, ela passa a manter um diário, ela descobre que a pessoa em quem mais confia pode estar escondendo parte de sua própria história. A data revista para o lançamento no Brasil também ainda não foi divulgada, mas o filmes já estreou nos EUA, em 12 de setembro. O elenco conta com Nicole Kidman (diva!) e Colin Firth.



3. Onde terminam os Arco-Íris - Cecelia Ahern (Love, Rosie)


Da mesma autora de P.S.: Eu Te Amo (já adaptado para o cinema), Love, Rosie nos conta a vida de dois jovens amigos, desde a infância, que planejam estudar juntos nos EUA quando chegar a hora da faculdade. Porém, a garota acaba engravidando do galã da escola, e os dois têm que separar-se. Mas a amizade é mais forte, e eles continuam mantendo contato por e-mail. É a partir daí que tudo muda. O filme estrou aqui no país em 6 de novembro, e nos EUA em 24 de outubro. Os papéis principais ficam por conta de Lily Collins e Sam Claflin.



4. O Pacto - Joe Hill


O aclamado livro de Joe Hill chega aos cinemas, e nos faz conhecer mais de perto a história de Ig Perrish, um jovem de 26 anos que vê sua vida mudar da noite para o dia, quando sua namorada é estuprada e morta e ele acaba sendo o principal suspeito. Um ano após, ele acorda com chifres em sua cabeça, que lhe dão um estranho dom: ele pode ouvir os pensamentos mais cruéis das pessoas ao seu redor. A partir de então ele parte em uma investigação particular para descobrir o assassino de sua amada e tentar, finalmente, entender o que está acontecendo com ele. Nos EUA, o filme estreou em 31 de outubro (ótimo dia!) e no Brasil, um dia antes, 30 de outubro. No papel principal, temos ninguém mais, ninguém menos que Daniel Radcliffe.


E então, galera, ansiosos para assistir os filmes? Qual seu preferido dos que foram citados? Já leram algum dos livros, o que acharam? Não esqueçam de me contar tudo nos comentários. Até a próxima postagem!

Beijos 

[TAG] Liebster Award

Hey, pessoas!

O dia hoje está pedindo uma tag, só para anima um pouquinho. Por isso, resolvi vir dividir com vocês mais uma, para a qual a Anya me indicou (sua linda). A tag, intitulada Liebster Award, consiste em responder 11 perguntas, feitas pela pessoa que te indicou. Vamos à tag?


Regras: 

- Escrever 11 fatos sobre mim. 
- Responder 11 perguntas de quem me taguear.
- Taguear 11 blog com menos de 200 seguidores .
- Criar 11 perguntas para os blogs que eu indicar.
- Colocar uma imagem que mostre o selo do Liebster.
- Linkar novamente quem te tagueou.

Bom, a imagem eu copiei do blog da Anya, então os créditos são dela.


Agora, vamos aos 11 fatos sobre mim (o mais difícil):

1. Sou fissurada por futebol.
2. Crio roteiros de filme imaginários para os livros que leio.
3. Amo animais.
4. Sou uma aspirante a escritora nas horas vagas.
5. Meu maior sonho é viver da escrita um dia.
6. Sou apaixonada por Kurt Cobain (leia-se obcecada).
7. Gosto de comer banana com achocolatado (as pessoas acham nojento, mas é muito bom).
8. Prefiro ficar em casa vendo filme (ou série, ou lendo, ou comendo, ou dormindo, qualquer opção) a sair.
9. Adoro jogar vídeo-game.
10. Me concentro melhor ouvindo música.
11. Ler é a forma mais gostosa e eficiente de relaxar, pra mim.

Como fui indicada pela Anya, vou responder às perguntas dela:

1. Qual seu estilo literário favorito?

Eu gosto muito de policial, mas também não perco um bom terror ou sobrenatural. Podemos dizer que tenho três estilos favoritos (não conseguiria escolher).

2. Qual seu primeiro contato com a leitura?

Podemos dividir essa resposta em dois momentos. Meu primeiro contato com a leitura, de verdade, foi quando eu ainda era pequena, minha mãe sempre lia pra mim, contos de fada, principalmente. Meu primeiro contato pessoal com a leitura foi durante a oitava série do ensino fundamental, com o livro Capitães da Areia, de Jorge Amado.

3.Qual o tema do seu blog?

Meu bebê é dedicado aos livros, mas inclui outros assuntos também, como música, filmes, séries, enfim. Podemos dizer que o tema do meu blog é aquilo que me atrai.

4. O que te levou a montar um blog?

Primeiro, eu sempre procuro lugares na internet em que eu possa manifestar minha opinião e me expressar, principalmente na forma de escrita. Segundo, gosto muito da ideia de dividir com outras pessoas as suas paixões. Juntando isso ao fato de ter cada vez mais livros pra ler e não conhecer ninguém que gote tanto assim de ler para que eu possa conversar, o blog foi uma opção incrível.

5. Se você fosse um livro\personagem, qual seria?

Eu adoraria ser o Frodo, de O Senhor dos Anéis. Imagina que incrível poder conhecer aquele mundo cheio de aventuras, e aquelas pessoas misteriosas, leais e tão corajosas!

6. Qual sua rede social favorita?

Gosto muito aqui do blog, e também do Tumblr, mas uso bastante o Facebook, por causa das amizades e tudo o mais que ele tem.

7. Gato ou cachorro?

Amo animais no geral, inclusive tenho um gato e um cachorro, mas como sou uma pessoa extremamente carente, me parece que o cachorro combina mais com a minha personalidade. O gato geralmente é um bichano bastante independente e raramente te acompanha.

8. Um lugar que quer conhecer?

Veneza, na Itália. Acho a cidade super charmosa, com todos os seus rios, barquinhos e serenatas ao luar.

9. Filmes ou séries?

Ô perguntinha difícil, viu? Nunca tinha pensado nisso, mas se tivesse que escolher, acho que ficaria com as séries, simplesmente por elas terem uma duração mais longa, e eu possuir o incrível dom de me apegar às coisas e não conseguir me desligar delas tão cedo. Mas nunca vou dispensar um bom filme.

10. Adaptação ou livro?

Livro, sem dúvida nenhuma. Claro que existem adaptações maravilhosas, mas os livros são mais detalhados, e eu sempre vou preferir imaginar os cenários e personagens à minha maneira.

11. Uma música que te lembre um livro amado? Qual o livro?

Não é meu livro preferido, mas tem uma das histórias mais bonitas que eu já li. A música é Only Hope, e o livro é Um Amor para Recordar, do Nicholas Sparks. Na verdade, a música faz parte da adaptação cinematográfica do livro, mas não tem como ouvi-la e não lembrar da história linda que o tio Nick nos deu de presente.

Minhas perguntas, agora:

1. O que você mais gosta no vício da leitura?

2. Por que criou o blog?

3. Qual seu autor (a) preferido?

4. Cite um livro que te marcou imensamente:

5. Café ou refrigerante?

6. Qual sua maior mania?

7. Filme ou livro?

8. Qual sua maior influência na literatura?

9. O que significa o nome do seu blog?

10. Uma lembrança boa relacionada aos livros:

11. Sua citação preferida no momento:

Quanto às indicações de blogs, eu vou deixar livre. Portanto, aqueles que gostaram das perguntas, e quiserem responder à tag, sintam-se à vontade.

É isso, galera. Obrigada a Anya, mais uma vez, por sempre lembrar de mim, e eu aguardo os comentários de vocês sobre as respostas. Até a próxima postagem!

Beijos 

[NOTÍCIAS] Divulgado segundo trailer de Cinquenta Tons de Cinza

Hey, pessoas!

Sei que muitos de vocês leram a trilogia Cinquenta Tons de Cinza, da autora E. L. James, e piraram quando souberam que ela seria adaptada para o cinema. Afinal, quem não gostaria de ver o Mr. Grey materializado, não é mesmo?

Depois do sucesso do primeiro trailer do longa, que antecipa o desenvolvimento da relação sadomasoquista entre os protagonistas, nesta sexta-feira, dia 14, a Universal Pictures divulgou um novo trailer em sua conta no Youtube, que deixou os fãs ainda mais ansiosos.

Nesse segundo teaser, o romance é deixado de lado, e as cenas começam a ficar mais quente.Ou seja, a temperatura começou a subir, minha gente! Ao som de "Haunted", música da cantora Beyónce, a prévia do longa exibe cenas sensuais entre Anastasia Steele e Christian Grey (Dakota Johnson e Jamie Dornan). Além disso, o trailer ainda conta com a cena do escritório, em que o casal finalmente se conhece.

A repercussão desse novo trailer foi imensa, e rapidamente o filme já havia parado nos trending topics (assuntos mais comentados) do Twitter ao redor do mundo. A opinião dos fãs foi mais positiva com relação a esse novo teaser, muitos ficaram insatisfeitos com o foco romântico do primeiro trailer.

O longa está previsto para 12 de fevereiro, e é bastante aguardado, de acordo com o sucesso da trilogia mundialmente, que já vendeu mais de 90 milhões de cópias e foi traduzida para 52 línguas diferentes.

Sem mais delongas, preparem os corações e apertem o play (lembrando de tirar as crianças da sala):


Para aguçar ainda mais a curiosidade dos que aguardam ansiosamente a estreia do filme, a Universal também divulgou um novo pôster do filme, com o slogan "Perca o Controle" como frase principal. Sugestivo (e convidativo), não?

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Ainda no ritmo da ansiedade pelo longa, a editora Intrínseca, responsável pelos livros aqui no país, divulgou uma capa especial, inspirada no filme, que dividiu opiniões.


E vocês, estão ansiosos para o lançamento do longa? Pretendem assistir? Roeram as unhas com o novo trailer? Não esqueçam de me contar tudo nos comentários! Até a próxima postagem!

Beijos 

[AUMENTA O SOM] Playlis #5: O Inverno das Fadas

Hey, pessoas!

Nada melhor pra uma madrugada do que uma playlist bem animada para passar as horas, concordam, corujinhas? Foi por esse motivo que eu trouxe para vocês hoje a playlist do livro O Inverno das Fadas, de Carolina Munhóz


Se vocês leram a resenha, disponível nesse link, sabem que o título de cada capítulo da obra corresponde a uma frase de música, que a autora gentilmente listou na última folha do livro (obrigada, Carolina). No total, são 31 músicas, de estilos variados, dependendo do rumo de cada trecho da narrativa. Como promessa é dívida, vou dividir com vocês essa playlist, esperando que curtam tanto quanto eu!


Não esqueçam de me contar o que acharam das músicas nos comentários, vou aguardar ansiosa a participação de vocês. Até a próxima postagem, madrugadores!

Beijos 

[PARCERIA] Entre Um Livro e Outro

Hey, pessoas!

Hoje eu venho super feliz aqui, anunciar a parceria mais que especial que eu acabei de firmar com a linda da Anya, do blog Entre Um Livro e Outro.


A Anya é uma das pessoas com quem eu mais converso, tanto aqui na blogosfera quanto nas outras redes sociais do LV, portanto, a parceria era mais que certa há tempos!

O Entre Um Livro e Outro foi criado no dia 17 de dezembro de 2013 (sim, ele está quase completando um aninho) e a Anya comentou comigo que criou com a intenção de compartilhar com todo mundo a paixão dela pela leitura, e sua euforia quando termina um livro tão desejado, que não cabe só dentro dela. Estou contigo, Anya! 

O nascimento do Entre Um Livro e Outro veio depois que a Anya participou de um sorteio para ser colaboradora de um blog que ela curtia bastante, mas infelizmente ela não foi a felizarda, então resolveu criar seu próprio espaço.

Os conteúdos do blog giram em torno dos livros, mas não ficam só nisso: ainda tem novidades e muitas colunas interessante. As postagens são diárias e pensadas com todo o carinho para agradar a vocês, leitores.

Eu fiquei muito contente em firmar parceria com a Anya, espero que ela seja produtiva para ambos os lados e que a gente consiga trocar experiências, para que os blogs cresçam em conjunto. Gostaria de agradecer a Anya pela confiança e oportunidade, e dizer que eu quero realmente participar do desenvolvimento do Entre Um Livro e Outro.

E quanto a vocês, leitores, aguardem, porque há novidades chegando!

Até a próxima postagem!

Beijos 

[RESENHA] A Menina Submersa: Memórias - Caitlín R. Kiernan

Hey, pessoas!

Voltei às postagens regulares no blog depois de muita prova no fim de semestre da faculdade. Estou cansada, mas vocês merecem o melhor, e por isso resolvi vir escrever o que eu achei de um livro maravilhoso, que ficou muito tempo na minha lista de desejados. Conheçam A Menina Submersa, de Caitlín R. Kiernan, e se apaixonem tanto quanto eu!

   

TÍTULO: A Menina Submersa
AUTOR: Caitlín R. Kiernan
EDITORA: Darkside
NÚMERO DE PÁGINAS: 317 páginas 
SINOPSE: 'A Menina Submersa - Memórias' é um verdadeiro conto de fadas, uma história de fantasmas habitada por sereias e licantropos. Mas antes de tudo uma grande história de amor construída como um quebra-cabeça pós-moderno, uma viagem através do labirinto de uma crescente doença mental. Um romance repleto de camadas, mitos e mistério, beleza e horror, em um fluxo de arquétipos que desafiam a primazia do 'real' sobre o 'verdadeiro' e resultam em uma das mais poderosas fantasias dark dos últimos anos. Considerado uma 'obra-prima do terror' da nova geração, o romance é repleto de elementos de realismo mágico e foi indicado a mais de cinco prêmios de literatura fantástica, e vencedor do importante Bram Stoker Awards 2013. 

Compre o livro aqui: Americanas - Submarino


"Este livro é o que é, o que significa que ele pode não ser o que você espera dele." (CRK)

A Menina Submersa é incrivelmente magnífico. O livro me conquistou logo de cara, pela capa deslumbrante (bem melhor que a internacional), e depois que li a sinopse tive certeza que ele precisava ser lido. É como se me chamasse, e isso realmente se encaixa como uma luva na história. É impossível não se apaixonar, confesso que não sei exatamente o que colocar na resenha ainda, porque mesmo depois de já ter acabado a leitura há algum tempo, eu continuo com a sensação perdida e enevoada na mente, como se eu tivesse realmente me encontrado no interior da personagem. Por esse motivo, me desculpem se eu não me fizer entender, por enquanto ainda não consegui digerir a história por completo ou organizá-la na minha mente. Se por acaso lerem, entenderão.

Caitlín nos apresenta a India Morgan Phelps (vulgo Imp), uma jovem esquizofrênica, assim como sua avó e sua mãe, que se suicidaram. A mente de India é um emaranhado confuso de emoções e pensamentos contraditórios, e por isso ela não é a fonte confiável que se espera para contar a história. Isso, ao invés de deixar o livro confuso, só o transformou em algo ainda mais fascinante. A história contada por Imp, narradora e escritora do livro (sim, é um livro dentro de outro livro), é sobre experiências sobrenaturais que ela própria vivenciou. No decorrer da narrativa, vamos acompanhando os relatos de Imp, e nos afeiçoando a ela, muitas vezes querendo ajudá-la a entender todo esse mistério que assola seus dias e maltrata ainda mais sua cabeça já tão doente.

Não há uma forma coerente de escrever sobre a narrativa que Caitlín nos dá de presente, porque o livro em si é de uma incoerência indescritível. Para quem pensa que isso atrapalha na hora da leitura, engana-se: é impossível não se deixar levar pelo mar de ideias pelo qual a protagonista nos conduz. A leitura flui maravilhosamente bem, e confesso que, em alguns trechos, eu me identifiquei com a personagem, com suas dúvidas, medos e incertezas. Ela é uma retrato duro e cru de nossa mente, e a doença é só um fator para justificar toda essa confusão, com a qual nós todos estamos tão íntimos. India é uma protagonista e tanto. Ela é diferente de todas as mocinhas de qualquer livro que eu já tenha lido, e aposto que você também. Suas lembranças vão para o papel do jeito como ela as sente e vê, sem se importar com o fato de serem verídicas ou não. Aqui, o que importa mesmo é o quanto a protagonista acredita nas informações que nos dá. Em muitos momentos do livro ela conversa com ela mesma, chega até mesmo a escrever esses diálogos, e são nesses trechos que ela mais se contradiz. É uma batalha com seu eu interior, que parece disposto a tornar a história ainda mais complexa e difícil de compreender.


A grande sacada da autora, na minha opinião, foi focar mais em Imp do que no terror da história. É claro que em alguns momentos ficamos realmente arrepiados com as coisas doidas que acontecem na vida da protagonista, mas isso não se deve necessariamente ao terror, e sim a todas as coincidências que a levam sempre ao mesmo destino: Eva Canning. Não vou dar spoillers do livro, mas posso adiantar que toda a trama gira em torno dessa mulher misteriosa que aparece de repente, no acostamento de uma estrada deserta, no meio do nada, nua e indiferente a tudo que estava a seu redor. Abalyn também é bastante importante para Imp, e para a história, consequentemente, principalmente pela relação que existe entre as duas garotas.

Caitlín foi magistralmente impecável na condução de seu enredo. Não existem pontas soltas no decorrer da narrativa, e a cada linha ficamos mais envolvidos com a história, ao mesmo tempo querendo saber de uma vez por todas seu desfecho e não querendo que o livro acabe. Eu, particularmente, creio que ainda vou demorar algum tempo para me desligar completamente do livro, ele me marcou de uma forma complicada de explicar, e se tornou com certeza um dos meus preferidos. Em momento nenhum eu fiquei decepcionada com relação às enormes expectativas que eu tinha antes de começar a leitura. A autora superou todas elas, e mais: me surpreendeu, o que é muito positivo a meu ver. Tudo dentro da história acontece por algum motivo, nada é em vão, e isso faz com que a trama ligue-se de uma forma inimaginável, te fazendo suspirar a cada nova reviravolta. Quando tudo se encaixa, finalmente, tua mente está um pouco pior que a de Imp. A Menina Submersa não é uma história feita para ser compreendida, mas com certeza deve ser apreciada.


O cenário do livro é a própria vida de Imp, incluindo sua cidade, seu apartamento, seus lugares preferidos, museus e todo o canto que a garota gosta de frequentar. Isso, a meu ver, deixou o livro ainda mais pessoal, o que eu acho que talvez tenha sido realmente a intenção da autora, visto que a narradora do livro é a protagonista ao mesmo tempo. É muito fácil identificar-se e afeiçoar-se a India, e em várias passagens conforme o livro ia andando eu me peguei querendo adentrar na história para poder fazer algo por ela. Imp é, com certeza, uma das personagens mais marcantes e bem construídas que eu já tive a oportunidade de conhecer.

Outra sacada genial da autora foram as referências feitas a vários autores, pinturas e até mesmo artistas no decorrer da trama. O livro ficou, assim, ainda mais enriquecido, e a personagem se tornou mais palpável, como se pudéssemos conhecê-la de dentro para fora, com todos os seus gostos, personalidade e preferências. Além disso, essa escolha ajudou muito na hora de compreender a história, principalmente se você já teve contato com algum ou vários dos autores e artistas mencionados. Todos eles seguem a mesma linha de gênero, independente da área artística a qual pertencem, e isso, pelo menos para mim, deixa mais clara a proposta da autora para seu livro.

A escrita de Caitlín tem algo que te prende, do início ao fim. É impossível desgrudar das páginas antes de a última linha da história ter chegado ao seu fim. E mesmo assim, ainda ficamos sedentos por mais. Caitlín escreve de forma completamente diferenciada de todos os outros autores aos quais estou acostumada, ela nos passa uma verdade incontestável em cada uma de suas palavras, e nos vemos tentados a acreditar até mesmo nas contradições que ela coloca dentro da narrativa. Para mim, é imprescindível que o escritor se diferencie dos tantos outros que existem por aí afora para que ele seja realmente marcante, e Caitlín conseguiu essa façanha com apenas um livro. Eu com certeza vou guardar seu nome, e me sinto ansiosa para ler qualquer outra coisa que ela escreva. Com a facilidade da autora em nos passar sentimentos reais e duradouros em suas palavras, ela se torna inesquecível, de modo irreversível.


Eu não poderia terminar essa resenha antes de falar do trabalho no mínimo maravilhoso que a editora fez no livro. A capa é simplesmente magnífica, e o interior do livro não deve nada a ela. Os detalhes são em abundância, e cada página é cuidada com minúcia, não há como encontrar nenhum descuido no livro inteiro. Os desenhos são elementos constantes dentro da narrativa, e acompanham cada parte da história, encaixando-se perfeitamente na trama. Além disso, as páginas são de um amarelado muito gostoso de se ler, e as letras facilitam a leitura, por serem de tamanho mediano. Não é possível passar através de palavras toda a complexidade e esmero que a editora teve no tratamento com o livro, mas se eu tivesse que escolher uma palavra para descrever a diagramação, essa palavra não teria como ser outra a não ser perfeita.

Fico por aqui, e sinceramente, espero ter conseguido a clareza necessária para que vocês compreendam a genialidade por trás de cada linha do livro. Garanto que não há meios de arrepender-se da decisão de conferir a história com a qual Caitlín nos conquista. Recomendo o livro, como leitora e, principalmente, como admiradora completamente encantada por uma verdadeira obra de arte. Até a próxima postagem!

Beijos